“Se te abaixasses, montanha,
poderia descansar.
Mas não te abaixes, que eu quero
lembrar, sofrer, esperar. “
poderia descansar.
Mas não te abaixes, que eu quero
lembrar, sofrer, esperar. “
Cecília
Meireles
Neste ano de 2014, fiz minha primeira
prova de montanha. Foi um revezamento na
K42 Indomit Bombinhas. Eu cheguei em Bombinhas aterrorizada. Eu não sabia se
iria completar a prova, se iria gostar ou odiar, mas sabia que seria algo
diferente de tudo que já havia feito.
Na manhã de sábado do dia 16 de
agosto, seguimos até até a largada da prova, cheios de ansiedade. Choveu a noite toda. Eu faria o segundo trecho
do revezamento, ou seja, os 21km finais. O meu parceiro: Átila Trapé ficou com o treço inicial da prova e me passaria o bastão, ou melhor, a pulseira rs, assim que terminasse os seu trecho. Logo no início da prova começaram as
trilhas estreitas, ora subindo os morros, ora descendo até a praia, trechos de
areia fofa, descidas escorregadias, subidas infinitas. Paisagens surreais, praias desertas e o melhor
na minha opinião: as trilhas cortando os morros, molhadas, barrentas, que me renderam alguns tombos e fizeram o trajeto ainda mais emocionante.
Pela primeira vez não senti
aquela vontade imensa de parar, não fui atormentada pelos pensamentos
insistentes: “o que estou fazendo aqui”, ou ainda: “porque não estou na cama
dormindo ”. Eu queria mais. Pela primeira vez senti que poderia fazer uma
maratona. E continuei sentindo isso até a última subida. Quando terminei de
subir, senti as pernas esgotadas e pesadas me chamando de volta para a
realidade. A verdade é que ainda preciso treinar muito para chegar a uma
maratona. Depois disso, ficou difícil
correr na rua novamente...
E com uma nova motivação, a única certeza que tenho
é que preciso repetir a experiência. Bombinhas, me espere, pois eu sei que volto! Foram 21km de poesia, encravada nas montanhas de Santa Catarina. Ano que vem tem mais, tem que ter...
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| Trecho do "Costão" (Foto: Santi Asef). |
| Pronta para escorregar... |
Também é preciso dizer que a
organização da prova foi perfeita. Cada participante levava seu próprio
recipiente de água, evitando que copos de plástico fossem jogados nas trilhas. O respeito que a natureza merece. A recepção e entrega do kit foi organizada. Além disso, os eventos realizados como: jantar de massas, na véspera da prova e cerimônia de premiação que foram muito animados.
Por último e não menos importante, deixo minha gratidão àqueles que foram diretamente responsáveis por essa experiência: Filipe Oliveira, pelo incentivo e treinamento e Átila Trapé, meu parceiro de prova, que me convidou para dividir esse percurso.
Por último e não menos importante, deixo minha gratidão àqueles que foram diretamente responsáveis por essa experiência: Filipe Oliveira, pelo incentivo e treinamento e Átila Trapé, meu parceiro de prova, que me convidou para dividir esse percurso.
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| As pessoas mais importantes e diretamente responsáveis por essa conquista: Filipe Oliveira e Átila Trapé. |
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